Há hora de somar
E hora de dividir
Há tempo de esperar
E tempo de decidir
Tempos de resistir
Tempos de explodir
Tempos de criar asas, romper cascas
Porque é tempo de partir
Partir partidos,
Parir futuros,
Partilhar amanheceres
Há tempos esquecidos
É tempo de dar nomes aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada
Porque é tempo de tudo ou nada.
Lá no passado tínhamos um futuro
Lá no futuro tem um presente
Pronto pra nascer
Só esperando você se decidir
Porque são tempos de decidir
Dissidiar, dissuadir,
Tempos de dizer
Que não são tempos de esperar
Tempos de dizer:
Não mais em meu nome!!!
Se não podem se vestir com nossos sonhos
Não falem em nosso nome.
Não mais construir casas
Para que os ricos morem.
Não mais fazer o pão
Que o explorador come.
Não mais em meu nome!!!
Não mais nosso suor, o teu descanso.
Não mais nosso sangue, tua vida.
Não mais nossa miséria, tua riqueza.
Tempos de dizer
Que não são tempos de calar
Diante da injustiça e da mentira.
É tempo de lutar
É tempo de festa, tempo de cantar
As velhas canções e as
Que vamos inventar.
Tempos de criar, tempos de escolher.
Tempos de plantar os
Tempos que iremos colher.
É tempo de dar nomes aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada,
Porque é tempo de tudo ou nada.
É tempo de rebeldia.
São tempos de rebelião.
É tempo de dissidência.
Já é tempo dos corações
Pularem fora do peito
Em passeata, em multidão
Porque é tempo de dissidência
É tempo de revolução.
Mauro Iasi